quarta-feira, 16 de outubro de 2013

O que um Consultor de Gestão Empresarial Faz

Consultores de gestão empresarial propõem formas de melhorar a eficiência de uma organização. Eles aconselham os gestores sobre como tornar as organizações mais rentáveis ​​através de redução de custos e aumento de receitas.

Consultores de gestão tipicamente fazem o seguinte:

  • Reúnem e organizam a informação sobre o problema a ser resolvido ou o procedimento a ser melhorado
  • Entrevistam os colaboradores da empresa e efetuam observações chave no local examinado, para determinar os métodos, equipamentos e pessoal que serão necessários
  • Analisam os dados financeiros e outros, incluindo as receitas, as despesas, e os relatórios sobre os funcionários, incluindo, por vezes, a construção e utilização de modelos matemáticos sofisticados
  • Desenvolvem soluções ou práticas alternativas
  • Recomendam novos sistemas, procedimentos ou mudanças organizacionais
  • Fazem recomendações para a gestão por meio de apresentações ou relatórios escritos
  • Conferem e ajustam as mudanças implantadas com os gestores da empresa cliente para garantir que as alterações estão funcionando.
Maiores informações:
http://www.bls.gov/ooh/Business-and-Financial/Management-analysts.htm#tab-2




terça-feira, 15 de outubro de 2013





A fase do diagnóstico na Consultoria Organizacional-Empresarial demanda extrema atenção, foco e dedicação com relação principalmente aos tópicos:

  • Situação atual da empresa cliente;
  • Problemas enfrentados pela empresa cliente;
  • Preparação das ações necessárias para fornecer suporte à empresa cliente;
  • Soluções possíveis para os problemas enfrentados pela empresa cliente;
  • Plano de ação para eficazmente auxiliar a empresa cliente.


segunda-feira, 14 de outubro de 2013

A Consultoria como Negócio

O mercado de consultoria cresceu de USD391.000 milhões dólares americanos para USD415,000 milhões dólares no passado ano, de acordo com a empresa de pesquisa Plunkett Research (http://www.plunkettresearch.com/consulting-market-research/industry-trends).

"Segundo dados do USA Bureau de estatísticas do trabalho (BLS), o crescimento do emprego no setor de Consultoria é esperado ser da ordem de 83%, o que representa um ganho de mais de 800.000 postos de trabalho até o ano de 2018.Isto representa a mais rápida taxa projetada de crescimento e o maior ganho esperado em novos postos de trabalho em comparação como a maioria dos outros setores. E mesmo durante a recente recessão da economia mundial, esta indústria da consultoria tem resiliência comprovada, recuperando quase todos os empregos que foram perdidos com a crise. "
Fonte: Bureau of Labor Statistics

Ambas revistas: INC e a Forbes  disseram que uma empresa de consultoria (mesmo que seja Home-Office) é um  dos 10 principais tipos de negócios mais rentáveis ​​que alguém pode executar ou iniciar este ano.

Forbes: http://www.forbes.com/2008/10/14/profitable-home-businesses-ent-fin-cx_mf_1014mostprofitablehomebiz.html
Inc. : http://www.inc.com/ss/best-industries-for-starting-a-business?slide=1#10)

De acordo com a Bíblia do Consultor, existem cerca de 400.000 pessoas nos  EUA que se autodenominam consultores. Existem aproximadamente 23 milhões de pequenas empresas nos Estados Unidos e 150 milhões no mundo inteiro . Sem mencionar as start- ups de um único dono, as empresas "home-based" e uma monte de autores e técnicos independentes - que de acordo com um recente artigo da Forbes adicionam mais outros 22 milhões de pequenos negócios.

Agora vamos fazer algumas contas .

Vamos supor que apenas metade das empresas de pequeno porte precisam de ajuda com o seu negócio de alguma forma e desejam receber esta ajuda. E isso é uma estimativa conservadora. O resultado seria provavelmente mais  ou menos em torno de umas 11,5 milhões de pequenas empresas.
Isso significa que há cerca de 11,5 milhões de pequenos negócios para serem distribuidos por cerca de 400 mil consultores, só nos EUA.

Isso significa que cada pequena empresa está lutando com pelo menos outras 28  empresas para ter a atenção de um consultor como você, que poderia ajudá-los a fazer coisas como: obter mais leads de vendas, fechar mais vendas, usar as mídias sociais , produzir vídeos , treinar seus funcionários, melhoras a sua logística e operações gerais, aprimorar o resultado financeiro, publicar livros , aperfeiçoar a carreira profissional com coaching, aprender sobre uma estratégia vencedora, etc. 

Vamos supor também que 80-90% dos 400.000 destes consultores não têm idéia de como comercializar
a si próprios ou de como fechar negócios . Isso significa que o número de empresas procurando pela ajuda que um consultor puder fornecer poderia ser mais ou menos como algo em torno de 100 a 200 empresas num raio de poucos quilômetros ao redor de sua cidade. (fonte: http://www.topguntoolkit.com/How)
Promissora a carreira de consultor, não é?

Conheça o curso: A Consultoria como Negócio (www.vialara.com.br)


Governança Corporativa

Governança corporativa refere-se ao sistema de relacionamento entre acionistas, executivos de uma empresa e auditores independentes, liderados pelo Conselho de Administração (LODI, 2000).
Um dos principais objetivos da governança corporativa é proteger o valor da empresa com políticas de controle e políticas de liberação da informação.  
A Governança Corporativa é regida por uma série de bons princípios, especialmente aqueles relativos à: transparência; equidade; prestação de contas; cumprimento das leis e, sobretudo e  ética na condução dos negócios empresariais.
"A governança é uma oportunidade de geração de valor não apenas do ponto de vista do capital, mas de bens intangíveis, como a imagem da empresa", diz Sandra Guerra, presidente do conselho de administração do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), que promove, em São Paulo, hoje e amanhã, o 14º Congresso Internacional de Governança Corporativa para discutir a atuação dos presidentes de conselhos de administração frente às novas fronteiras de integridade nos negócios. 
"A governança corporativa no Brasil ainda reflete um mercado pouco desenvolvido", afirma Wesley Mendes, professor da Escola de Administração de Empresas de São Paulo (FGV/Eaesp). "Há um empobrecimento da governança. Empresas estatais carecem de boas práticas, companhias de controle compartilhado estão muito sujeitas a decisões políticas e organizações familiares têm problemas na relação da família com a empresa", diz Alexandre Di Micelli, coordenador do MBA de governança corporativa da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi).
Um bom conselho de administração é uma das vigas mestras da governança corporativa de uma empresa.
“Nenhuma empresa é melhor do que o seu conselho de administração”, resume Leonardo Viegas,  conselheiro de administração do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC). Embora a cultura de governança das empresas brasileiras tenha evoluído muito desde o tempo em que os conselhos eram praticamente uma mera formalidade, Viegas diz que ainda há muito a avançar. “É triste ver que muitas companhias ainda possuem conselhos mal formados e pouco representativos”. Viegas lembra que é comum ver executivos acumulando a presidência da empresa e do conselho, provocando conflitos de interesse. “Essa separação é uma exigência para quem está listado no Novo Mercado, mas não é obrigatória por lei”, diz. 
No entanto, a boa notícia é que o movimento de profissionalização é cada vez mais forte e não se limita a companhias de capital aberto. “Temos notado um esforço significativo de criação e formalização de conselhos em muitas empresas familiares e também de capital fechado”, afirma Renato Chaves, diretor da consultoria Corporate Governance. O fenômeno, diz Chaves, é muito bem-vindo. “É difícil medir, mas empresas com conselhos atuantes tendem a obter melhores  resultados no longo prazo, pois eles melhoram a qualidade da gestão”. Um dos motivos é o papel de  cobrança em relação à atuação dos executivos. O outro seria a interferência direta na definição de estratégias. “Quando você decide sozinho, o risco de errar é maior. Se conta com um grupo experiente e ativo, o risco é mitigado.” 
As empresas com forte governança corporativa possuem melhor  performance operacional do que empresas  que não possuem governança corporativa ou que não a valorizam.  Uma boa estrutura de governança corporativa não só fornece informações úteis para os investidores , como também auxilia a empresa a melhorar suas operações.  Os melhores indicadores de governança corporativa incluem a estrutura do corpo diretivo, a estrutura de acionistas e a transparência de informações.
 (fonte Jornal Valor Econômico - 14 de outubro de 2013).



segunda-feira, 29 de julho de 2013

Planejamento disciplinado, Aprendizagem e Empowerment na Consultoria



É preciso desenvolver e implantar um processo disciplinado de planejamento e de "Go/No Go" para fazer com que os colaboradores de uma empresa analisem o todo de um projeto, tarefa ou de uma estratégia determinada. Este processo disciplinado não necessita ser necessariamente conservador, nos moldes da administração clássica, mas deve seguir um roteiro, cronograma, diretrizes e ser continuamente revisado e mais que tudo seguido. Se houver dedicação do início ao fim de um projeto ou tarefa por parte da equipe envolvida,  haverá um maior aprendizado sobre o que realmente é importante e necessário para o negócio (para o core business) e as metas pré-determinadas serão mais facilmente atingidas. Isso também gerará um histórico de sucessos e a motivação na empresa crescerá.

Ser dedicado e focado no aprendizado organizacional e do negócio é uma das formas de se obter valor máximo na empresa. Um dos principais papéis do consultor de empresas é incentivar os colaboradores de seus clientes a manifestarem esta dedicação e foco. O processo disciplinado de planejamento é uma ferramenta-chave que fornece suporte ao consultor na conquista desta meta obtenção da dedicação das equipes em determinado projeto ou tarefa.

Definir metas desafiadoras também é crucial para motivar as pessoas na empresa(mesmo que não sejam totalmente possíveis de serem alcançadas). As vezes em momentos como o atual, onde o Brasil e o mundo passam por diversas mudanças as metas desafiadoras podem não ser atingidas, mas a capacidade de tomar decisões em direção à tentativa de alcançá-las auxiliam os colaboradores a desenvolverem e assumirem responsabilidades sobre as tarefas e sobre o próprio planejamento em si. Isso proporciona "empowerment" e desenvolve equipes mais capazes de solucionar problemas repentinos e de cumprirem as próprias rotinas já estabelecidas.  Sabemos que o papel dos líderes verdadeiros é demonstrar para seus seguidores que eles são capazes de alcançar mais do que imaginam que podem.

Mas como saber se os erros passíveis de serem cometidos pelos colaboradores aos quais foram delegadas decisões chave não prejudicarão a empresa inadvertidamente? Somente experimentando!  Tudo começa com experimentos, com tentativas. Logicamente o bom-senso deve imperar. Mas é preciso permitir que os colaboradores efetivamente executem as tarefas e missões delegadas a eles, mantendo um adequado nível de controle e acompanhamento, até que os mesmos tenham apreendido realmente o modo corretor de executar o determinado.

O consultor empresarial, através de metodologias específicas, deve auxiliar a alta gestão das empresas cliente em todas as fases mencionadas acima:

  • no desenvolvimento e implantação de processos disciplinados de planejamento nas diversas áreas;
  • na definição des metas desafiadoras e estimulantes para o negócio como um todo;
  • no processo de empowerment de seus colaboradores e no acompanhamento da aprendizagem na organização.
Desta forma, os resultados esperados, em termo de aprimoramento do negócio da empresa cliente, serão obtidos de forma mais eficaz.

(fonte: Harvard Business Review)

Pensamentos para o dia

Eis a principal condição para o sucesso, o grande segredo:

Concentre a sua energia, o seu pensamento e o seu capital exclusivamente nos negócios em que você está empenhado. Tendo começado em uma linha, decida-se a lutar nessa linha. Para conduzir-se dentro dela, adote todo melhoramento, tenha as melhores ferramentas  e recursos disponíveis, e saiba o máximo a respeita dela (desta linha escolhida). Finalmente não fique impaciente, pois comi diz Émerson: "Ninguém pode lesá-lo quanto ao sucesso final, exceto você mesmo." - Andrew Carnegie
Concentrate your energies, your thoughts and your capital. The wise man puts all his eggs in one basket and watches the basket.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

O Estigma dos Consultores

Vamos encarar os fatos: os consultores têm uma imagem ruim, ou seja, estão estigmatizados. As empresas querem pessoas experientes que ponham as mãos na massa, ao invés de consultores que dão palestras, fazem recomendações e depois, desaparecem.

Para sair deste modelo estigmatizado, os consultores precisam mudar de atitude. Necessitam não só recomendar, mas participar da implantação de suas recomendações até que a empresa sob consultoria possa realmente caminhar com as próprias pernas.

Chega de disseminar "orientações", cobrar caro por isso e desaparecer. Isso não beneficia ninguém. Nem mesmos os consultores que agem assim são beneficiados.

Torne-se um consultor especialista e assuma o "papel" de realizador.  Una-se a outros especialistas e forme grupos para oferecer serviços de excelência: serviços de finanças, serviços de marketing, gestão de serviços, gestão de pessoas, gestão logística e etc.

Especialistas são consultores que "fazem o trabalho", ao invés de apenas recomendações. Converse com os colaboradores da empresa-cliente e compreenda as suas "dores", os seus "medos", as suas necessidades e os seus pontos fortes. Elabore seu plano de ação baseando-se na cultura da empresa na qual está atuando. Não apenas ensine a pescar, mas pesque em conjunto com seu cliente até que ele esteja seguro para pescar sozinho, principalmente no início da implantação dos planos de ação. Participe do ciclo completo da consultoria com dedicação em todos os momentos, mesmo na fase de encerramento. Esteja engajado com o processo de sucesso contínuo e sustentável de seu cliente.

Outro aspecto relevante que deve ser mudado no modo de atuação dos consultores refere-se à maneira de cobrarem por seus serviços. A prática ainda comum de cobrar por hora faz com que os clientes se assustem e percam o interesse pelo trabalho do consultor, além de perderem também a confiança de que as coisas realmente podem mudar para melhor em suas empresas. Cobrar por pacotes de tarefas, com prazos determinados e resultados mensuráveis,  é uma alternativa que trará maior conforto para os clientes e fará com que o consultor-especialista ofereça um diferencial em seu mercado de atuação. Pense num modelo de precificação que seja mais confortável para a relação ganha-ganha entre consultor e cliente.

O consultor especialista sabe qual é a melhor hora para a sua retirada. Mas sabe também que realizou um trabalho com dedicação, que trouxe benefícios mensuráveis para seu cliente.

"Nenhuma empresa sobreviverá se depender de gênios para administrá-la. Ela precisa ser capaz de ser conduzida por seres humanos medianos". Peter Drucker.

Com pequenas adaptações e desejo sincero de ser útil, uma nova imagem, mais positiva, dos consultores poderá surgir em breve. Aliás, já existem consultores trabalhando assim, quebrando paradigmas e eliminando estigmas ao aprimorarem os negócios de seus clientes de maneira real e eficaz.

"A Consultoria em sua melhor forma é um ato de amor. É o desejo de ser genuinamente útil aos outros. Usar o que sabemos, ou sentimos ou sofremos no caminho, para diminuir a carga dos outros"> Peter Block.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

A Consultoria Como Negócio

Como diz Peter Block, viver com um presente vulnerável e um futuro incerto está se tornando uma condição cada vez mais permanente no cenário mundial. Este cenário econômico incerto, está afetando as contratações de profissionais no mundo inteiro.

Esta situação personifica bem o mundo da consultoria. Na realidade, a consultoria sempre fez parte das relações humanas.

De forma direta, a consultoria é a transferência de conhecimento de um indivíduo e de sua experiência sobre determinado assunto, em benefício de outras pessoas.

"A consultoria na sua melhor forma é um ato de amor: o desejo de ser genuinamente útil aos outros. Usar o que sabemos, ou sentimos, ou sofremos no caminho para diminuir a carga dos outros." (Peter Block).


“As carreiras de executivos foram afetadas no novo cenário econômico mundial. Instrumentos de diferenciação como:
  • ·     Alto nível educacional
  • ·         Domínio de línguas
  • ·         Vivência no exterior e
  • ·         Alta especialização,

perderam significado!


A troca de um executivo caro por um barato é prática de efeito contábil imediato! Porém, há natural perda intelectual para a organização.

Como se locomover no atual mercado de trabalho? Você já planejou sua carreira para os próximos cinco anos? Já pensou na consultoria como uma opção de carreira?

Utilizar as táticas e também os métodos de atuação dos consultores de organização pode dar pistas ao indivíduo sobre como se estabelecer neste novo cenário de mercado de trabalho com autonomia.” (Luiz Concistré)

Aprenda mais sobre a Consultoria como Negócio!

terça-feira, 26 de março de 2013

O poder da união de forças

"The shift we seek begins when we declare that the properties and capacities that make up a competent community exist in human nature. These properties and capacities are in everybody, to greater or lesser degrees. This gives us another way to think about the power of our community: It holds the power to utilize the diversity that already exists within. I have courage and you have vision; therefore, we need each other. Because all my courage, without your vision, won’t create anything. Without my courage, your vision is useless..."
Peter Block

"A mudança que buscamos começa quando reconhecemos que as qualidades e capacidades que compõem uma comunidade competente existem  na natureza humana. Estas qualidades e capacidades estão em todos, em maior ou menor grau. Isto nos proporciona uma outra maneira de pensar sobre o poder da nossa comunidade: Ela detém o poder de utilizar a diversidade que já existe dentro de cada um de nós. Eu tenho a coragem e a visão que você tem, por isso, precisamos uns dos outros. Porque toda a minha coragem, sem a sua visão, não irá criar qualquer coisa. Sem a minha coragem, a sua visão é inútil..." Peter Block.

A verdadeira consultoria envolve a união de forças diversas contidas em cada um de nós de forma especial e complementar.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Reflexões sobre Empregabilidade no contexto histórico e no atual


Reflexões sobre Empregabilidade no contexto histórico e no atual

O fato de o emprego formal ter dominado o cenário mundial, principalmente no mundo ocidental, desde a revolução industrial, fez com que padrões condicionados, previsíveis e até mesmo "desejáveis" de comportamento fossem adquiridos pela maioria das organizações profissionais e por seus colaboradores:
  • Padronização da organização do trabalho; especialização; forte ênfase na hierarquia; cargos e funções; especialização técnica; controle de resultados centrado na análise quantitativa; fragmentação do pensamento; compartimentalização de ideias, pessoas e estruturas; linearidade, etc.
Porém já no final do século XX este cenário apresentou drásticas transformações, nunca antes vistas, que estão afetando profundamente os mais variados aspectos do cotidiano, com relevantes alterações na relação emprego e trabalho.

Não é preciso descrever quais são estas transformações, pois o bombardeio de notícias nos mantem constantemente atualizados sobre elas. Mas vale a pena ressaltar as constatações deste estudo, realizado por Maria Célia Lassance e Mônica Sparta, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre.

...“ De acordo com De Masi (1999a), a sociedade industrial foi uma fase breve na história da humanidade, que teve início no final do século XVIII e chegou ao fim na metade do século XX. A segunda metade deste século foi um momento de transição entre a sociedade industrial e uma nova ordem sócio-econômica da sociedade capitalista, que vem despontando na atualidade, no início do século XXI. De Masi (1999a, 1999b) denomina esta nova ordem de sociedade pós-industrial, enquanto Harvey (1989/1996) a chama de acumulação flexível.

Para De Masi (1999b), o embrião da sociedade pós-industrial surgiu na Europa, ainda na primeira metade do século XX, durante o ápice da produção industrial norte-americana baseada nos princípios da organização do trabalho do modelo taylorista-fordista. Na Europa, inovações nos campos das artes e das ciências trouxeram a revalorização da criatividade e da emoção. Inovações na literatura e na música surgiram com Joyce e Stravinsky; nas artes plásticas, Picasso revolucionou com o Cubismo; Freud com a criação da Psicanálise propôs uma nova forma de compreensão do homem; Einstein com a Teoria da Relatividade inaugurou a física moderna. Novas idéias sobre a organização e as relações de trabalho, baseadas na criatividade e na busca de qualidade de vida, começaram a despontar neste ambiente.

Durante a segunda metade do século XX, com a decadência da sociedade industrial e a revalorização da criatividade, a Orientação Profissional tomou novos rumos. Em primeiro lugar, a influência da Terapia Centrada no Cliente de Carl Rogers, que pregava a não-diretividade dos processos psicoterápicos e do aconselhamento psicológico, influenciou sobremaneira a visão sobre os papéis dos sujeitos da Orientação Profissional, pelo deslocamento do lugar do saber e da decisão do orientador para o orientando. Em segundo lugar, o surgimento da idéia de que a escolha profissional é um processo integrado ao desenvolvimento vital do sujeito, através das Teorias Evolutivas, cujo representante mais importante foi Donald Super (Brown & Brooks, 1996; Super & Bohn Jr., 1970/1976). O foco da Orientação Profissional transferiu-se da produção resultante para o sujeito de escolha, sendo a eficiência e a produtividade tomadas como consequências naturais de uma escolha adequada, centrada na satisfação e nos sentimentos de realização do indivíduo.

Além da revalorização da criatividade e da emoção, o crescimento da classe média, não previsto por Marx e Engels, e o desenvolvimento tecnológico, principalmente da microeletrônica e da informática, foram fundamentais para a transição da sociedade industrial para a pós-industrial (De Masi, 1999a, 1999b). O capitalismo pós-industrial contemporâneo apresenta novas características, que são apontadas por diversos autores (De Masi, 1999a, 1999b; Harvey, 1989/ 1996; Jenschke, 2001; Lassance, 1997; Lisboa, 2000, 2002; Pochmann, 2001; Sarriera, 1998; Silva & Magalhães, 1996). A sociedade capitalista atual é pautada pelo aumento do setor terciário ou de serviços; pela globalização da economia; pelo modelo enxuto de empresa; pelo uso de tecnologias de ponta, como eletrônica, telecomunicações, informática, biotecnologia; pela alta produção de bens não-materiais, como serviços, informação, educação, estética. Em consequência destas mudanças, postos de trabalho na indústria vêm diminuindo e o decréscimo do emprego estrutural vem gerando desemprego e dando lugar ao trabalho autônomo e à economia informal; ocupações antigas vêm desaparecendo e novas vêm surgindo a cada dia. Estas mudanças no mundo do trabalho geram instabilidade e exigem do trabalhador uma série de novas habilidades para a empregabilidade, como flexibilidade, polivalência, capacitação tecnológica, adaptabilidade. A organização, a estabilidade, a certeza, a previsibilidade, ícones da sociedade industrial, foram substituídas pela flexibilidade da produção e das relações de trabalho, que passaram a ser guiados pelas flutuações do mercado de consumo.

Esta nova ordem econômica mundial trouxe consigo uma onda de individualismo, que vêm enfraquecendo as organizações sindicais na luta pela defesa dos direitos dos trabalhadores e vêm provocando um retrocesso em termos dos direitos sociais anteriormente conquistados. Espera-se cada vez mais do trabalhador e se oferece a ele cada vez menos. Ao mesmo tempo em que a sociedade pós-industrial seduz com seu discurso de que o trabalho deve estar vinculado à busca por qualidade de vida, mantém um contingente cada vez maior de indivíduos à margem do processo produtivo...   O Brasil vem sofrendo consequências específicas desta nova ordem econômica mundial. De acordo com Pochmann (2001), nas décadas de 1980 e 1990 houve um grande aumento do desemprego no setor industrial, enquanto o setor de serviços evoluiu notavelmente. No entanto, o incremento do setor terciário não foi suficiente para arrefecer o fenômeno do desemprego estrutural que vem assolando o país. Paralelamente, alguns autores têm analisado as características do jovem brasileiro que vai aos serviços de Orientação Profissional em busca de auxílio para a escolha de uma profissão. Este jovem é conservador, individualista, não se preocupa com mudanças sociais, deseja realização pessoal, prazer no trabalho, estabilidade profissional e conforto material (Lisboa, 1997; Silva & Magalhães, 1996). Este jovem busca a escolha de um curso superior que lhe garanta acesso ao mercado de trabalho através da conquista de um emprego estável e bem remunerado, no qual permaneça por toda a vida (Lassance, 1997). Este jovem busca uma permanência e rigidez que já não existem na nova sociedade pós-industrial.


A partir deste panorama, vale aqui uma reflexão sobre o atual contexto dos profissionais brasileiros:

·         Quantos conhecidos nossos, nos dias de hoje e na faixa dos 40 anos, estão trabalhando na mesma empresa em que iniciaram suas carreiras?
·         Quantos se sentem estáveis profissionalmente? 
·         Com relação aos que "triunfaram" na conquista da estabilidade de trabalho, quantos estão satisfeitos e realizados nos trabalhos que realizam?
·         E sobre os jovens profissionais? O que devem fazer com relação ao seu futuro profissional?
·         Quais são os verdadeiros valores e propósitos de vida dos profissionais experientes e os dos iniciantes?
·         Quais são os possíveis cenários de mercado de trabalho para todas as classes de profissionais no Brasil?

“Procurar trabalho ao invés de emprego, clientes no lugar de empregadores e ancorar sua carreira na concretização dos seus valores e propósitos mais profundos. Este é um caminho possível para aqueles que constroem valor por meio da consultoria, emprestando suas experiências, competências e habilidades às organizações e a seus líderes.” Rogério Cher.

segunda-feira, 4 de março de 2013

A história da Consultoria

Segundo relatos históricos a consultoria como hoje conhecida passou a existir por volta do final do século IX, nos EUA e na Europa Ocidental, devido a importantes avanços na sistematização do trabalho e no desenvolvimento científico, econômico e político da época.
Porém, a atividade de consultoria existe no mundo informal há muitos séculos, e podemos dizer que ela era representada pela figura dos conselheiros que eram consultados sobre os mais diversos assuntos (e as vezes pagos) para demonstrar seu ponto de vista sobre os mesmos (profetas, sacerdotes, líderes religiosos em geral,  xamãs, etc.).

Já o final do século XX, como diz Concistré em seu livro: “Consultoria uma opção de vida e  carreira”, foi palco de uma espetacular transformação no cenário mundial, que afetou todos os aspectos da vida humana e nesse quadro geral, o mundo do emprego e do trabalho ... Hoje estamos presenciando tais mudanças no dia-a-dia de nossas atividades profissionais.

Mas as ocorrências atuais que estão afetando a relação entre trabalho x emprego, tiveram suas origens mais marcantes no início dos anos de 1900 quando “surgiu uma nova ordem econômica e política influenciada por alguns pensadores de destaque como: Friedrich von Hayek, da Escola Austríaca, Adam Smith (que emergiu da década de 1890) e foram a base do Neoliberalismo.( a doutrina econômica que defende a absoluta liberdade de mercado absoluta liberdade de mercado e sem a intervenção estatal sobre a economia, só devendo esta ocorrer em setores imprescindíveis e ainda assim num grau mínimo), e também a base para a Globalização (Consenso de Washington, 1989). 

Outras influências marcantes na relação trabalho x emprego e na atividade de consultoria podem ser creditadas à recente crise financeira mundial, cujo gatilho ocorreu em 2008 (bolha imobiliária nos EUA).

Retornando à história, a consultoria em gestão empresarial começou a crescer com a ascensão das atividades de gestão em si, como um campo de estudo especifico: management. A  primeira empresa de consultoria em  gestão empresarial  foi a Arthur D. Little, fundada no final dos anos de 1890 pelo professor do MIT , de mesmo nome. Embora a empresa Arthur D. Little  tornou-se  mais tarde uma empresa de consultoria geral em gestão, originalmente ela era especializada em pesquisa técnica.  A seguir, em 1914, temos a empresa Booz Allen Hamilton, que  foi fundada por Edwin G. Booz (graduado pela Kellogg School of Management da  universidade Northwestern),  como uma empresa de consultoria em gestão e que foi a primeira a atender  tanto a indústria quanto o governo, oferecendo seus serviços de consultoria. Fontes indicam que a primeira empresa de consultoria em gestão e estratégia foi a McKinsey & Company, fundada em 1926, em Chicago, por James O. McKinsey, mas a McKinsey moderna foi moldada por Marvin Bower, que acreditava que empresas de consultoria em gestão deveriam seguir os mesmos altos padrões profissionais dos advogados e médicos da época. A McKinsey é considerada  como sendo a primeira a contratar os recém-formados  das escolas de MBA´s mais conceituadas para executarem seus projetos ao invés da  contratação de pessoal  mais especializado e antigo da indústria.  Um dos parceiros iniciais da McKinsey original,  Andrew T. Kearney, rompeu com a mesma e iniciou a empresa  AT Kearney em 1937.

Após a Segunda Guerra Mundial, uma série de novas  empresas de consultoria  surgiram. Temos a Proudfoot Consulting, fundada em 1946 por Alexander Proudfoot, que implementou melhorias operacionais sustentáveis dentro das empresas de seus clientes  e a Boston Consulting Group (BCG), que foi fundada em 1963, e trouxe uma abordagem analítica rigorosa para o estudo da gestão e da estratégia.

O trabalho realizado pelas consultorias Booz Allen, McKinsey, BCG, e  pela Escola de Negócios de Harvard, durante os anos 1960 e 70,  desenvolveram muitas ferramentas e abordagens que definiram o novo campo da “gestão estratégica” e  estabeleceram as bases para muitas outras empresas de consultoria que as seguiram.

Outra empresa importante e de fama recente é a  Bain & Company, cujo foco inovador nos interesses dos acionistas (incluindo a gerência para um bem sucedido patrimônio privado) os diferencia de suas “irmãs” mais velhas.

Também  devemos informar a importância do desenvolvimento de ferramentas de consultoria específica para empresas de contabilidade (como a extinta Arthur Andersen) e empresas globais de serviços de TI (como IBM). Embora não sejam  tão focadas em estratégia ou na gestão administrativa, estas empresas de consultoria receberam investimentos altos e são muito ativas e presentes dentro das empresas-clientes. Além disso, surgiram diversas empresas  de consultoria que atuam em nicho específicos, com relativo sucesso, oferecendo uma trabalho mais focado em determinados setores das empresas-clientes e assim vistas como agregadoras de valor.

O serviço de consultoria tem crescido rapidamente, com taxas de crescimento superior a 20% ao ano. Como negócio, a consultoria permanece altamente cíclica e ligada a condições econômicas gerais.  Esta atividade deu uma relativa “encolhida”  durante o período entre 2001-2003, mas foi aumentando lentamente desde então. Em 2004, as receitas subiram 3% em relação ao ano anterior, gerando um mercado de quase US $ 125 bilhões.  Atualmente o mercado de consultoria mundial tem gerado receitas em torno de US$ 300 bilhões. (fonte: http://www.firstresearch.com/Industry-Research/Consulting-Services.html)

Existem três  tipos principais de empresas de consultoria. Primeiro, há grandes organizações diversificadas, tais como Accenture,  Bain, Booz Allen, Deloitte Consulting,  e IBM Global Services (todas sediadas nos EUA), e também a PA Consulting Group (Reino Unido),a  Roland Berger (na Alemanha), e a  Tata Strategic Management (na India). Todas estas do primeiro grupo oferecem uma gama de serviços, incluindo consultoria em tecnologia da informação, além de possuírem alta qualificação em consultoria de gestão. Em segundo lugar estão as grandes especialistas em  consultoria estratégica  e de gestão, que são mais generalistas, e não são especializadas em algum setor específico, como a  McKinsey & Company. Por fim, há empresas de consultoria tipo “boutique”, que  muitas vezes são bem pequenas e se concentraram em áreas de específicas das indústrias ou em determinadas tecnologias.

Fora estes três grupos existem também os consultores independentes, autônomos e os chamados Gurus.

Só nos EUA os serviços de Consultoria são fornecidos por mais de 130 mil empresas e indivíduos que combinados faturam em torno de 170 bilhões de dólares ao ano. Os atuais fatores-chave para este nível de faturamento são a grandes mudanças regulatórias do governo e as novas tecnologias emergentes.
Atualmente, as principais demandas para os serviços de Consultoria vêm das necessidades de apoio em gestão, processos e tecnologia nas indústrias, comércio, organizações sem fins lucrativos e também nos governos. A lucratividade para os consultores individuais e pequenas empresas de consultoria depende muito da sua eficiência e habilidade de manter certo fluxo de sucesso nos negócios de seus clientes.

Fato: o novo cenário mundial está revolucionando a relação trabalho x emprego e a profissão de Consultor está retomando sua importância para as organizações de negócios em geral.  

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Indicação de leitura: A Consultoria Uma Opção de Vida e Carreira

A maioria das pessoas em funções executivas nas organizações já é na verdade de consultores, mesmo que oficialmente não seja chamada assim. Grande parte dos funcionários de qualquer organização é responsável pelo diagnóstico das oportunidades e problemas de seu mercado, pelo planejando, pelas recomendações, executando, facilitando ou mesmo aconselhando seus gestores nas decisões estratégicas ...Qual a diferença entre o consultor "de carteira assinada" e o consultor autônomo? Qual a diferença entre trabalho e emprego? Como a conjuntura econômica, política e social da atualidade está alterando as características da empregabilidade? Este e diversos outros pontos importantíssimos são abordados de forma direta e prática, com excepcional excelência pelo autor! Recomendo a leitura a todos os que não somente tenham interesse em abrir sua própria consultoria ou aprimorar a sua atuação como consultor, mas também aos que desejam compreender melhor como fortalecer a própria empregabilidade. 



terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Sonhe e conquiste

Bom dia a todos,

Os sonhos podem se tornar realidade sim!
Você se atrave a sonhar?


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Considerando uma carreira em consultoria? Procure evitar estes cinco erros típicos.


Considerando uma carreira em consultoria? Procure evitar estes cinco erros típicos.

Muitos profissionais hoje em dia estão interessados ​​em seguir a carreira de consultor por razões óbvias:


  • Bom dinheiro
  • Oportunidades de viajar
  • Exposição a muitas indústrias e modelos de negócios diferentes
  • Chance de trabalhar com diferentes tipos de líderes
  • Colegas de trabalho inteligentes
  • Flexibilidade e liberdade
Como alguém que passou quase uma década como consultora independente, Pamela Slim, atesta que todos estes são motivos válidos para se considerar este plano de carreira. Mas antes de mergulhar fundo nesta profissão, é importante entender bem no que você está se metendo, e como evitar erros típicos...


Sobre este assunto, há um número de diferentes tipos de empresas de consultoria com algumas vantagens e inconvenientes:

1-) Grandes empresas de consultoria como a Accenture, Bain & Company, PriceWaterhouseCoopers, Boston Consulting Group e outras entre as cinco maiores do mundo, que geralmente trabalham para as maiores empresas da Fortune 500 em complexos projetos globais:
  • Vantagens: Possuem metodologias de consultoria muito bem desenvolvidas e definidas, com trabalhos amplos, programas de treinamento claros e planos de carreira com tendência para profissionais jovens, arrojados e inteligentes; 
  • Desvantagens: Por serem grandes empresas, podem ter muita burocracia, muita política interna e estilos de gestão que enfraquecem o processo estratégico...Além disso, os jovens consultores tem uma insana carga horária de trabalho nada ideal ou compatível com um estilo de vida saudável.
2-) Empresas de Consultoria tipo "Boutique", com um punhado de especialistas especializados em setores ou problemas específicos de negócios. Essas empresas são muito menores do que as cinco maioress do mundo, mas muitas vezes têm um trabalho interessante.
  • Vantagens: acesso mais direto aos consultores seniores, que oferecem grandes oportunidades de tutoria, mais contato com os clientes e menos burocracia. 
  • Desvantagens: Menos  infra-estrutura, menos oportunidades para uma ampla exposição do consultor a uma gama maior de empresas diferentes. 
3-) Divisão de Consultoria de grandes empresas como: IBM, Oracle, etc. Estas divisões de consultoria em grandes empresas tendem a complementar as atividades referentes aos serviços e ou produtos da sua empresa-matriz, mas elas também oferecem legitima consultoria em seus projetos e geralmente de uma maneira mais abrangente e detalhada.
  • Vantagens: oferecem serviços de consultoria similares aos das maiores empresas do ramo (as Big 5), e também têm metodologias bem desenvolvidas, com programas de treinamento e planos de carreira para seus funcionários-consultores. 
  • Desvantagens: Também têm muita burocracia, políticas internas e estilos de gestão que enfraquecem o processo estratégico. Além disso, os funcionários-consultores podem não se sentir a vontade ao terem que forçar a aquisição dos produtos das empresas que eles trabalham para seus clientes, uma vez que tais produtos podem não ser os ideais para o projeto...
4-) Consultores autônomos: nesta opção o consultor é o responsável por todo o processo de consultoria, inclusive por ir atrás de clientes. Ele pode se especializar em atividades específicas, como estratégia de web ou aconselhamento em  marketing, venda, em recursos humanos, etc.
  • Vantagens: controle criativo total, de todos os aspectos da criação, com grandes oportunidades de aprendizagem, sendo que todos os lucros ficam para si mesmo. 
  • Desvantagens: Ter que criar tudo sozinho pode ser algo esmagador... Se você não tem muita experiência, mesmo que seja muito talentoso, pode ter problemas em convencer as pessoas a contratá-lo. Você tem que constantemente comercializar e implementar seus serviços ao mesmo tempo, o que pode ser desgastante.
E quais são as competências-chave necessárias para ser um bom consultor?

Algumas pessoas assumem que você tem que ter muitos anos de experiência de trabalho para se qualificar como um consultor. Dependendo do seu foco e da indústria em que atuar, isso pode até ser verdade.  A experiência e competência necessária para ser um consultor pode ser desenvolvida de várias formas. Você pode por exemplo iniciar a sua carreira em uma das Big 5 e assim aprender o máximo que puder sobre as metodologia de consultoria delas, em seguida, após alguns anos você poderá aventurar-se em seu próprio negócio. Independentemente de qual configuração que você escolher, deverá ter as seguintes habilidades:

  1. A capacidade de ver o todo, o "quadro geral" de uma organização e entneder como todas as peças se encaixam. Isso é muitas vezes descrito como "pensamento sistêmico".
  2. Excelentes habilidades interpessoais e capacidade de se relacionar com pessoas de todos os níveis de uma organização. Sua capacidade de fazer um trabalho significativo em uma organização é baseada no nível de confiança e credibilidade que você tem internamente. Se você estiver trabalhando em um projeto de grande porte, muitas vezes tem que interagir com pessoas extremamente técnicas e detalhistas que têm um alto nível de ceticismo, bem como deverá apresentar os resultados de uma forma profissional e atraente para os executivos impacientes e com tempo escasso. 
  3. Confiança para lutar por aquilo em que acredita e saber admitir quando estiver errado. Se as pessoas estão pagando  por hora para o seu aconselhamento, você precisa ter confiança em suas idéias. Mas  também tem que estar disposto a fazer ajustes, se perceber que fez algo de forma incorreta. 
  4. Capacidade de sintetizar uma grande quantidade de dados em uma apresentação eficaz num curto período de tempo. Quando você entra em uma nova organização, uma grande quantidade de  informação vem para você de várias fontes. Você tem que aprender a ler tudo rapidamente, fazer perguntas inteligentes e pertinentes, rever os dados corretos e sintetizar todas estas informações. Quanto mais você fizer isso, mais fácil se tornará o processo de consultoria e a obtenção do resultado desejado.
  5. Conhecimento de gestão de mudança. Mesmo se você estiver trabalhando em projetos muito técnicos (talvez especialmente neste caso), você precisa entender como os seres humanos nas organizações reagem à mudança.
Agora que você tem uma compreensão melhor dos diferentes tipos de papéis de consultoria e de algumas das habilidades essenciais necessárias para ser um consultor eficaz, Pamela compartilha conosco alguns dos piores erros que ela testemunhou e que foram cometidos por seus "compadres" de consultoria ao longo dos seus anos de experiência profissional na área:

Os 5 erros mais estúpidos dos novos (ou às vezes muito dos muito experientes!) Consultores:

  1. Agir como um colonizador arrogante. Pamela presenciou consultores arrogantes atuarem em empresas-clientes como se fossem comerciantes de escravos. Eles vêem os funcionários existentes como ignorantes e retrógradose fazem pouco para esconder o seu desdém. Esta atitude fará você ser mais odiado do que "puxa-sacos" dos escritórios e vai garantir que os funcionários de seus clientes façam o que puderem para sabotar o seu projeto. Você pode não concordar com a forma como a organização está executado sua atividade core e as adjacentes e até ficar frustrado pelas atitudes de empregados muitas vezes ressentidos e complacentes. Mas não se esqueça que eles são seres humanos, muitos com crianças e famílias que dependem deles. Não há nada de mal em cortar  pessoal (uma recomendação muito freqüente de consultores) em situações críticas de necessidade de redução de custos, mas tal decisão nunca deve ser tomada sem antes analisar muito bem toda a situação. Trate todo mundo que você encontrar com dignidade e respeito e nunca, nem sequer por um momento, pense que você é superior a alguém em virtude do seu papel de "especialista". Você não é. 
  2. Vender suas orientações (aconselhamentos) por quilo. Há uma praga infecciosa propagada por grandes empresas de consultoria que obriga os novos consultores a criar enormes  apresentações e relatórios incompreensíveis. Seus patrocinadores executivos irão amá-los porque tais documentos justificam as tarifas enormes que eles cobram para trazer você e seus colegas para as suas empresas de consultoria. O problema é que estas apresentações de 400 slides Power Point são baralhos de morte para as pobres almas que têm que vê-los nas empresas-clientes. Muitos consultores vêem a criação dessas enormes apresentações como sendo o núcleo de sua capacidade de trabalho. Este não é o ponto! A principal responsabilidade de um consultor é oferecer conselhos claros e oportunos e ajudar uma organização a implementar o mais rápido e eficientemente método possível para os obter os melhores resultados de negócios para seus clientes. Pessoas inteligentes e referência na área como Garr Reynolds, Guy Kawasaki, Dan e Chip Heath, Seth Godin,  todos defendem a simplificação do negócio "comunicação". Entretanto, você deve  ouvir este conselho de Pamela com uma grande ressalva, diz ela mesma... seguí-lo fará de você com certeza um melhor consultor, mas você poderá também fazer com que seja demitido da grande empresa de consultoria para a qual trabalha! Grande parte do mundo dos negócios não está pronta ainda para esta mudança. Então, seguir ou não este conselho agora é sua decisão, mas em uma década ou menos será algo realizado por todos!
  3. Pensar que você sabe de tudo. Um bom consultor exibe dois comportamentos: foco constante na aprendizagem e uma atitude aberta, receptiva e de questionamento. Ao invés de sair dizendo: "Aqui está o que você deve fazer", de um passo atrás e faça um monte de perguntas inteligentes e pertinentes. "O que você faz?" "Por que você faz isso?" "Como isso beneficia você?" "O ​​que atrapalha o seu caminho?" "O ​​que você está tentando fazer?" Não importa quantos diferentes cenários forem expostos a você durante a fase de diagnóstico em que prestar seus serviços de consultoria , nenhum deles será exatamente o mesmo e você deverá ter em mente que estará sempre aprendendo e assim extrair o máximo que puder sobre cada empresa-cliente com a qual você estiver trabalhando,  antes de iniciar as suas recomendações! 
  4. Agir como um clone. Uma dos melhores amigas de Pamela que trabalhou na IBM e na Accenture, ria com ela dos "uniformes" que viam os jovens consultores usarem. Elas não sabiam se havia alguma ordem explicitamente escrita na política corporativa, mas todos na Accenture pareciam vestir as mesmas calças pretas (ou saias) e camisas azul-púrpura camisa. O que este estilo de roupa passava era "individualidade não", mas sim a ideia de "consultor membro do rebanho de ovelhas." Vista-se adequadamente, mas apresente alguma personalidade. Prefira também misturar-se aos grupos de diferentes perfis em sua organização e na de seus clientes. Isso agrega muito valor ao seu conhecimento e experiência. 
  5. Amarrar-se a somente um cliente ou supervisor. Geralmente, os consultores são trazidos para uma organização e patrocinados por um gerente-chave ou executivo. Mas você tem que ter cuidado para não ser visto como "O puxa-saco". A política das organização são voláteis e as vezes brutais. Se o seu "patrocinador" for demitido, transferido ou resolver sair da organização, "a sua cabeça vai ser cortada" muito rapidamente. A melhor estratégia é conhecer diversas pessoas e construir múltiplas e fortes relações com aqueles que detêm o poder de decisão. "Não coloque todos os seus ovos na mesma cesta!"
Espero que esta cartilha tenha sido útil para aqueles que estejam considerando a consultoria como uma opção de carreira. Eu gostaria de ouvir seus pensamentos, desafios e perguntas aqui na seção de comentários!

Obs.: Pamela Slim é uma consultora de gestão de recuperação que agora ajuda a funcionários de empresas que deixam seus empregos a começarem seus próprios negócios nos EUA. Ela escreve em www.escapefromcubiclenation.com 


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013


Este é também o desejo sincero que tenho ao ser consultora:


"A consultoria em sua melhor forma é um ato de amor: o desejo de ser genuinamente útil aos outros. Usar o que sabemos, ou sentimos, ou sofremos no caminho para diminuir a carga dos outros.” Peter Block



"Consulting at its best is an act of love: The wish to be genuinely helpful to another ... To use what we know, or feel, or have endured in a way that lightens the weight on another". #  in Flawless Consulting: A Guide to Getting Your Expertise Used - Peter Block

A Consultoria como Opção de Vida e Carreira - Consulting as a Career and an alternative for Life

"O desafio para os homens de empresa não reside mais no estudo continuado do que é pré-moldado, mas na criação de um referencial hoje inexistente. De pouca valia serão tantos "emibieis" desenhados para um mundo que não mais existe, destinados à busca de uma eficiência ao contrário, incapaz que foi de medir as consequências de seus mecanismos. Novamente surge com força a demanda por conhecimento e experiência, e novamente o mercado de trabalho os têm de sobra." Luiz Concistré

"The challenge for the business men no more lies in the continued study of what is pre-shaped, but in creating a reference nonexistent today. There is no meanfull  value in "MBA's" designed for a world that no longer exists, for the pursuit of an efficiency model that does not exists rather it was unable to measure the consequences of its mechanisms. Again, a strong demand for knowledge and expertize is emerging, and again the labor market have a lot of them to share..." Luiz Concistré